Este guia cobre o caminho completo: da escolha do plano à primeira conexão validada. Se é a sua primeira vez usando proxy, comece por aqui.
Passo 1 — Escolha o tipo certo (e o mais barato que resolve)
Antes do preço, a pergunta é o tipo. A escolha errada custa mais que a diferença entre planos.
| Se o seu objetivo é... | Use |
|---|---|
| Manter contas isoladas, painéis, automação, WhatsApp API | IPv4 dedicado |
| O mesmo, mas em plataforma que penaliza faixa de datacenter | ISP residencial |
| Apps mobile-first ou contas críticas com atrito persistente | Mobile 4G/5G |
| Muitos IPs em destinos que aceitam IPv6 | IPv6 em lote |
| Coletar dados em volume | Residencial rotativo (por GB) |
A recomendação honesta: comece pelo IPv4 dedicado. Ele resolve a maioria dos casos por uma fração do preço dos outros. Só suba de categoria se aparecer atrito concreto.
Passo 2 — Defina a quantidade
A regra prática é um IP por identidade que precisa parecer independente.
Não é um IP por pessoa do time, nem um IP por plataforma. É por identidade. Se você gerencia cinco contas que não podem ser relacionadas entre si, são cinco IPs — mesmo que você seja a única pessoa operando.
Se são cinco perfis da mesma empresa acessando o mesmo painel interno, um IP resolve.
Passo 3 — Pague com PIX
O preço está publicado na página de preços, em reais. Sem cotação de dólar, sem taxa de conversão e sem necessidade de cartão internacional.
Depois de gerar o pedido, o painel mostra o QR Code. A confirmação é automática.
Passo 4 — Encontre as credenciais
Com o pagamento confirmado, acesse Meus proxies no painel. Cada proxy mostra:
- Host — o endereço do servidor
- Porta — uma para HTTP, outra para SOCKS5
- Usuário e senha
- Formatos prontos para copiar, incluindo string de conexão e importação em lote
Use os botões de cópia. Selecionar com o mouse é a origem mais comum de espaço extra na credencial, que gera erro de autenticação.
Passo 5 — Escolha o protocolo
Resposta curta: HTTP para navegação e contas, SOCKS5 para automação e tráfego que não seja HTTP.
Se estiver na dúvida, comece com HTTP. É o mais compatível. O guia de HTTP, HTTPS e SOCKS5 detalha a diferença.
Passo 6 — Configure na sua ferramenta
Temos guia dedicado para cada navegador antidetecção:
Para integrações por código, veja os guias de Evolution API, Baileys e n8n.
Passo 7 — Valide antes de usar em produção
Este passo não é opcional. Um proxy que "parece configurado" mas não está roteando o tráfego é a causa mais frequente de problema em operação nova.
Confirme quatro coisas:
- O IP de saída é o que você contratou
- O país é Brasil
- Não há vazamento de WebRTC ou DNS
- A latência está normal
O guia de como testar se o proxy funciona mostra os comandos exatos.
Passo 8 — Alinhe o resto do ambiente
Se o IP é brasileiro, o navegador deveria ser coerente com isso:
- Fuso horário automático, baseado no IP
pt-BRna lista de idiomas- WebRTC configurado para não expor o IP real
- Geolocalização baseada no IP
Um IP de São Paulo com fuso de Los Angeles e idioma inglês é uma combinação inconsistente. Inconsistência é o tipo de sinal que gera verificação extra.
O que esperar — e o que não esperar
O proxy entrega a camada de rede: de onde a conexão sai, se o endereço é exclusivo seu e qual a geolocalização.
Ele não controla impressão digital do navegador, comportamento de uso, histórico da conta ou as regras internas de cada plataforma. Um proxy dedicado bem configurado reduz o risco que vem da rede. O resto depende de como a operação é conduzida.
Se algo não funcionar, o guia de erros comuns cobre os oito problemas mais frequentes com sintoma e correção.